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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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CARRASQUILLA, Antônio Abel G. Estudo Geofísico regional dobre águas subterrâneas na Ilha do Marajó- Pará- Brasil. 1984, 143f. Dissertação (Mestrado em Geofísica)- Curso de Pós- Graduação em Ciências Geofísicas e Geológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 1984.

RESUMO

Nos últimos, dez anos foram realizadas na parte leste da Ilha de Marajó [região dos campos naturais) pelo IDESP e NCGG, mais de 800 SEVs para fins hidro geológicos. Na época, grande parte dessas SEVs não foram totalmente interpretadas em forma quantitativa, devido à falta de recursos técnicos para fazê-lo de forma eficiente. Agora, usando meios mais modernos para interpretação automática de SEVs, voltou-se a interpretá-las com a fina­lidade de apresentar uma visão regional dos principais aquíferos da área, agrupar as SEVs em famílias características, testar até que ponto essa interpretação é confiável e propor o modelamento bidimensional como técnica alternativa para interpretar as SEVs realizadas em certos locais da área em questão.

Como resultado dessa interpretação, com base na teoria convencional dos meios estratifica dos, foram definidos três tipos de sistemas de aquíferos.

1.  O primeiro, denominado de aquífero profundo, situado a profundidades maiores que 50m, estende- se por toda a região prospectada, estando provavelmente associada às camadas superiores da Formação Marajó ou às litologias altamente resistivas das camadas mais profundas do Grupo Pará.

2.  O segundo, denominado de aquífero raso e de mé­dia profundidade, localiza-se na parte sul e sudeste da região a profundidades compreendidas entre 10 a 50m, e está associado às lentes arenosas do Grupo Pará.

3.  O terceiro, é constituído pelos paleocanais e estruturas similares, distribuídos aleatoriamente na região a pouca profundidade.

A partir do estudo detalhado das SEVs, decidiu- se classificá-las em 3 famílias características com seus respecti­vos tipos e apresentar mapas de localização e da espessura dos aquíferos, bem como mapas de condutância longitudinal total & resistividade média da área. Estes últimos, permitem que se divida a região dos campos da Ilha de Marajó em três zonas princi­pais:

1.  Uma, altamente resistiva, situada ao sul e su­deste, a qual coincide com os terrenos aflorantes do Grupo Pará.

2.  Outra, altamente condutiva, está localizada no centro e norte, onde se encontram aleatoriamente distribuídos os paleocanais e coincide com os terrenos topograficamente mais baixos, geralmente argilosos e embebidos de água salgada, que são procedentes da erosão dos terrenos circundantes topograficamente mais altos.

3.  A última é medianamente resistiva e está relacionada com os terrenos vizinhos à cidade de Chaves (noroeste da região dos campos), os quais apresentam semelhanças com os do sul e sudeste da área .

Tendo-se verificado que nem sempre é possível aplicar a teoria das SEVs em meios horizontalmente estratificados para interpretar SEVs obtidas em certos locais de Marajó, os quais muitas vezes apresentam bruscas variações laterais de resistividade, passou-se a demonstrar que estas variações laterais afetam profundamente os dados das SEVs, utilizando-se para isto a técnica dos elementos finitos, a qual leva em conta essa variação bidimensional das propriedades físicas do meio. Foi também possível com esta técnica, modelar uma estrutura rasa, semelhante a um paleocanal, concluindo-se que estes resultados sugerem o emprego, duma forma mais profunda, deste tipo de tratamento para os dados obtidos na região dos campos da Ilha de Marajó.


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