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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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Home Dissertações Dissertações 1984 - ALENCAR, Benaia Viera de.

 

ALENCAR, Benaia Viera de. Aspectos fundamentais das medidas e interpretação de registros paleomagnéticos em rochas sedimentares da formação Longá- Bacia do Parnaíba. 1984. 147f. Dissertação (Mestrado em Geofísica)- Curso de Pós- Graduação em Ciências Geofísicas e Geológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 1984.

RESUMO

Considerando que o número de dados paleomagnéticos para o Paleozoico Superior, principalmente Devoniano da América do Sul, é ainda insuficiente não permitindo que uma Curva de Deriva Polar confiável possa ser construída, foram amostrados 43 níveis estratigráficos da Formação Longá, os quais foram estudados paleomagneticamente com o propósito de contribuir para que uma Curva mais confiável possa ser construída.

A amostragem foi feita segundo o método dos blocos ao longo dos perfis Teresina, Barras, Batalha, na rodovia PI-13 e Floriano, Nazaré do Piauí, Oeiras nas rodovias PI-24 e BR-230, no estado do Piauí.

Os tratamentos foram iniciados no laboratório de Paleomagnetismo do IAG-USP e complementados no do NCGG-UFPa. Utilizou-se as técnicas de desmagnetização progressiva por campos alternados até 700 o e e/ou temperaturas até 670-700°C. A interpretação dos resultados foi feita por meio dos diagramas vetoriais de Zijderveld, pelas curvas J-T/C de variação da intensidade magnética com os campos ou temperaturas, e pelos gráficos de variação na direção do vetor magnetização. Os cálculos de direção média e polos foram feitos segundo a Estatística de Fisher (1953).

Foram identificadas 4 direções de magnetização remanente:

1. Uma secundária de origem química (CRM) e polaridade reversa, cujo mineral responsável é a hematita produzida provavelmente por alteração deutérica a partir da magnetita. Esta magnetização (identificada pela letra B) quando datada paleomagneticamente (coordenadas do polo 80°S, 3°E, A95 = 13.6°) indicou idade correspondente ao intervalo Carbonífero-Permiano.

2. Uma componente isotérmica (IRM) dura de espectro totalmente superposto ã magnetização inicial que não foi afetada por nenhum dos tratamentos. Esta magnetização foi denominada D e apresentou direção muito estável em torno do ponto de declinação = 234.23° e inclinação =41.94°.

3.Um grupo de direções de magnetização de origem viscosa (VRM) moles, identificados pela letra C, cuja direção média é dada por: declinação = 15° e inclinação = -20°. Foram removidas a temperatura entre 300 - 600°C.

4. Finalmente uma magnetização principal, de polaridade normal, denominada A, provavelmente de origem detrítica (DRM) cujo correspondente polo paleomagnético (de coordenadas: 48°S, 331.7°E; A95 = 9.9°) mostrou-se compatível com a idade da Formação (Devoniano Superior). Esta magnetização foi considerada inicial.

Os polos paleomagnéticos correspondentes às magnetizações A e B, juntamente com outros da América do Sul, foram rotacionados para a África segundo a configuração prê-deriva de Smith e Hallam (1 970) e comparados a polos Africanos e Australianos de mesma idade, mostrando-se coerentes. Suas polaridades também estão em acordo com as escalas magneto estratigráficas publicadas por Irving e Pullaiah (1976) e Khramov e Rodionov (1981).

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