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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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Home Dissertações Dissertações 1989 - ARAÚJO, Tereza Cristina Medeiros.

 

ARAÚJO, Tereza Cristina Medeiros. Interpretação gravimétrica: magnética da zona de fratura dupla Bode Verde. 1989, 110f. Dissertação (Mestrado em Geofísica)- Curso de Pós- Graduação em Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 1989.

 

RESUMO

Em Janeiro de 1980, foi realizada a Operação Bode Verde I do ProJeto CENTRATLAN, que constou da coleta de dados geofísicos e geológicos na área central da Cadela MesoatIântica (CMA), a sul da Ilha de Ascensão. Esta operação fez parte de um convênio firmado entre a Marinha Americana e a Marinha Brasileira, cujo objetivo era investigar o Oceano Atlântico Sul, especialmente a área onde se estende a província fisiográfica da Cadeia MesoatIântica.

Com o objetivo de estudar a Zona de Fratura Dupla Bode Verde, e assim conhecer melhor esta feição tão marcante no fundo oceânico e margem continental, foram tratados e Interpre­tados os dados batimétricos, gravimétricos e magnéticos colhi­dos na operação anteriormente citada.

A análise dos dados batimétricos permitiu uma defi­nição para esta zona de fratura, com o seu caráter duplo marca­do pela presença de duas calhas contínuas, paralelas entre si, e separadas por um alto que tem o seu próprio "rift-vaIIey". As anomalias gravimétrlcas encontradas confirmam o caráter duplo, com os dois mínimos observados correspondendo às duas calhas da fratura. Estas calhas separam um bloco crustal de aproximada­mente 40 km de largura. Com base nos dados gravimétricos, foram construídas nove seções crustais sobre a zona de fratura, que permitiram observar que a interface crosta-manto sofre um afinamento crustal embaixo das paredes da fratura. Esta interface, que encontra-se normalmente a uma profundidade de 8-9 km, passa a atingir profundidades de 5.5-6.0 km abaixo das paredes da fratura, com a crosta apresentando uma espessura de 2.0 km nestas partes. Este afinamento crustal é causado pela subida de material do manto. A extensiva alteração hidrotermal que ocorre na depressão central da fratura, pode ser a responsável pelo menor afinamento crustal observado nesta parte da zona de fratura.

Para a interpretação dos dados magnéticos, foi usada uma escala de tempo de polaridade magnética entre o Cretáceo inferior e o Cenozóico, e uma taxa de espalhamento oceânico de cm/ano. Para a camada de basalto, que é responsável por parte das anomalias magnéticas observadas, foi usada uma espessura média de 0.5 km. Nas paredes da zona de fratura, ocorre uma diminuição na espessura desta camada, havendo uma interrupção da mesma na depressão central da fratura.

 

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