Universidade Federal do Pará
Sábado, 24 de Outubro de 2020

Sugestões/Comentários

Quem está Online?

Nós temos 14 visitantes online

Quantos Viram Isto?

Visualizações de Conteúdo : 392098

Home Teses Teses 1994 - BRITO, Licurgo Peixoto de.


BRITO, Licurgo Peixoto de. Região do espaço que mais influencia em medidas eletromagnéticas no domínio da frequência: caso de uma linha de corrente sobre um semi- espaço condutor. 1994, 128f. Tese (Doutorado em Geofísica)- Curso de Pós- Graduação em Geofísica, Centro de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 1994.

 

RESUMO

Localizar em subsuperfície a região que mais influencia nas medidas obtidas na superfície da Terra é um problema de grande relevância em qualquer área da Geofísica. Neste trabalho, é feito um estudo sobre a localização dessa região, denominada aqui zona principal, para métodos eletromagnéticos no domínio da freqüência, utilizando-se como fonte uma linha de corrente na superfície de um semi-espaço condutor. No modelo estudado, tem-se, no interior desse semi-espaço, uma heterogeneidade na forma de camada infinita, ou de prisma com seção reta quadrada e comprimento infinito, na direção da linha de corrente. A diferença entre a medida obtida sobre o semi-espaço contendo a heterogeneidade e aquela obtida sobre o semi-espaço homogêneo, depende, entre outros parâmetros, da localização da heterogenei­dade em relação ao sistema transmissor-receptor. Portanto, mantidos constantes os demais parâmetros, existirá uma posição da heterogeneidade em que sua influência é máxima nas medidas obtidas. Como esta posição é dependente do contraste de condutividade, das di­mensões da heterogeneidade e da freqüência da corrente no transmissor, fica caracterizada uma região e não apenas uma única posição em que a heterogeneidade produzirá a máxima influência nas medidas. Esta região foi denominada zona principal. Identificada a zona prin­cipal, torna-se possível localizar com precisão os corpos que, em subsuperfície, provocam as anomalias observadas. Trata-se geralmente de corpos condutores de interesse para algum fim determinado. A localização desses corpos na prospecção, além de facilitar a exploração, reduz os custos de produção. Para localizar a zona principal, foi definida uma função Detetabilidade (A), capaz de medir a influência da heterogeneidade nas medidas. A função A foi calculada para amplitude e fase das componentes tangencial (Hx) e normal (Hz) à superfície terrestre do campo magnético medido no receptor. Estudando os extremos da função A sob variações de condutividade, tamanho e profundidade da heterogeneidade, em modelos unidimensionais e bidimensionais, foram obtidas as dimensões da zona principal, tanto lateralmente como em profundidade. Os campos eletromagnéticos em modelos unidimensionais foram obtidos de uma forma híbrida, resolvendo numericamente as integrais obtidas da formulação analítica. Para modelos bidimensionais, a solução foi obtida através da técnica de elementos finitos. Os valores máximos da função A, calculada para amplitude de Hx, mostraram-se os mais indica­dos para localizar a zona principal. A localização feita através desta grandeza apresentou-se mais estável do que através das demais, sob variação das propriedades físicas e dimensões geométricas, tanto dos modelos unidimensionais como dos bidimensionais. No caso da he­terogeneidade condutora ser uma camada horizontal infinita (caso 1D), a profundidade do plano central dessa camada vem dada pela relação p0 = 0,17 80, onde p0 é essa profundidade e 8 o “skin depth” da onda plana (em um meio homogêneo de condutividade igual à do meio encaixante (o1) e a freqüência dada pelo valor de w em que ocorre o máximo de A calculada para a amplitude de Hx). No caso de uma heterogeneidade bidimensional (caso 2D), as coordenadas do eixo central da zona principal vem dadas por d0 = 0,77 r0 (sendo da a distância horizontal do eixo à fonte transmissora) e p0 = 0,36 80 (sendo p0 a profundidade do eixo central da zona principal), onde r„éa distância transmissor-receptor e 80 o “skin depth” da onda plana, nas mesmas condições já estipuladas no caso 1D. Conhecendo-se os valores de rQ e Sa para os quais ocorre o máximo de A, calculado para a amplitude de Hx, pode-se determinar (da,p0). Para localizar a zona principal (ou, equivalentemente, uma zona condutora anômala em subsuperfície), sugere-se um método que consiste em associar cada valor da função A da amplitude de Hx a um ponto (d,p), gerado através das relações d = 0,77 rep = 0,36 8, para cada w, em todo o espectro de freqüências das medidas, em um dado conjunto de configurações transmissor-receptor. São, então, traçadas curvas de contor­no com os isovalores de A que vão convergir, na medida em que o valor de A se aproxima do máximo, sobre a localização e as dimensões geométricas aproximadas da heterogeneidade (zona principal).

 

Texto Completo

 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Qual a sua avaliação para o CEMIG?
 
© 2012 - Instituto de Geociências - Universidade Federal do Pará
Centro de Memórias do Instituto de Geociências
Tel: (91) 3201-7476 • E-mail: cemig@ufpa.br