Universidade Federal do Pará
Sábado, 23 de Setembro de 2017

Sugestões/Comentários

Quem está Online?

Nós temos 40 visitantes online

Quantos Viram Isto?

Visualizações de Conteúdo : 212653

Home Teses Teses 1995 - ROCHA, Brígida Ramati Pereira.

 

ROCHA, Brígida Ramati Pereira. Modelo fractal para resistividade complexa de rochas: interpretação petrofísica e aplicação à exploração geoelétrica. 1996, 177f. Tese (Doutorado em Geofísica)- Curso de Pós- Graduação em Geofísica, Centro de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 1995.

 

RESUMO

Rochas contendo metálicos disseminados ou partículas de argila em ambiente natural onde soluções eletrolíticas normalmente preenchem os poros das rochas, exibem um tipo de polarização em baixas freqüências conhecido como polarização induzida.

Nesta tese foi desenvolvido um novo modelo para descrever o fenômeno de polarização das rochas, não apenas em baixas freqüências, mas compreendendo todo o espectro eletro­magnético, possível de utilização na prospecção geoelétrica. Este novo modelo engloba a maioria dos modelos utilizados até o momento como casos especiais, além de superar as limitações dos mesmos. Seu circuito analógico inclui uma impedância não linear do tipo que simula o efeito das superfícies rugosas das interfaces entre os grãos bloqueadores (partículas metálicas e/ou de argilas) e o eletrólito. A impedância de Warburg generalizada está em série com a resistência dos grãos bloqueadores da passagem de corrente e em paralelo com a impedância da dupla camada associada a essas interfaces. Esta combinação está em série com a resistência do eletrólito nas passagens dos poros bloqueados. Os canais não blo­queados são representados por uma resistência que corresponde à resistividade normal CC da rocha. A combinação desta resistência com a capacitância “global” da rocha é finalmente conectada em paralelo ao resto do circuito mencionado acima.

Os parâmetros deste modelo incluem a resistividade CC (po), a cargueabilidade (m), três tempos de relaxação (t, t f and r2), um fator de resistividade de grãos (<Sr), e o expoente de freqüência (n). O tempo de relaxação fractal (tf), e o expoente de frequencia (ŋ) estão relacionados à geometria fractal das interfaces rugosas entre os minerais condutivos (grãos metálicos e/ou partículas de argila bloqueando os canais dos poros) e o eletrólito. O tempo de relaxação (r) é um resultado da relaxação em baixa frequência das duplas camadas elétricas formadas nas interfaces eletrólito-cristais, enquanto (r0) é o tempo de relaxação macroscópico da amostra como um todo. O fator de resistividade dos grãos (Sr) relaciona a resistividade dos grãos condutivos com o valor de resistividade CC da rocha. A resistividade CC da rocha (p0), e Sr estão relacionados à porosidade, à condutividade do eletrólito e às relações mineralógicas entre a matriz e os grãos condutivos.

O modelo foi testado sobre um intervalo largo de frequências contra dados experimentais de amplitude e fase da resistividade bem como para dados de constante dielétrica com­plexa. Os dados utilizados neste trabalho foram obtidos a partir da digitalização de dados experimentais publicados, obtidos por diversos autores e englobando amostras de rochas sedimentares, ígneas e metamórficas. É mostrado neste trabalho que os parâmetros deste modelo permitem identificar diferenças texturais e mineralógicas nas rochas.

Este modelo foi introduzido, primeiramente, como propriedade intrínseca de um semi-espaço homogêneo sendo demonstrado, neste trabalho, que a resposta observada em superfície reflete as propriedades intrínsecas do meio polarizável, sendo o acoplamento eletromagnético desprezível em frequências menores que 104 Hz. Em seguida, o meio polarizável foi embe­bido em um pacote de N camadas sendo demonstrado que os parâmetros fractais do meio polarizável podem ser obtidos do levantamento em superfície para diferentes espessuras dessa camada. Isto justifica a utilização pura e simples de modelos de polarização desenvolvidos para amostras em laboratório para ajustar dados de campo, o que vem sendo feito sem uma justificativa bem fundamentada.

Estes resultados demonstram a importância para a prospecção geolétrica do modelo pro­posto nesta tese.

 

Texto Completo

 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Qual a sua avaliação para o CEMIG?
 
© 2012 - Instituto de Geociências - Universidade Federal do Pará
Centro de Memórias do Instituto de Geociências
Tel: (91) 3201-7476 • E-mail: cemig@ufpa.br