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CUTRIM, Elen; SAUCK, William A. Condutividade das águas da parte oriental da Ilha e da Baía do Marajó. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 30., 1978, Recife. Resumos... Recife: Sociedade Brasileira de Geologia, Núcleo Nordeste, 1978, boletim 1, p. 354.

RESUMO

Este estudo foi realizado para testar a influência das águas da Baía do Marajó e dos cursos d’água da Ilha de Marajó nas águas subterrâneas. Embora esta ilha esteja na foz do Amazonas e receba uma precipitação anual média de cerca de 3.000 mm existe escassez de água potável em diversos pontos da ilha, durante o estio. Cerca de 50 amostras de água de superfície e subterrâneas foram coletadas durante 1 ano hidrológico, distribuídas nas bacias dos rios Paracauari e Marajó Açu, e nos perfis Soure-Belém (N. S) e Ponta de Pedras-Belém (E-W) da Baía do Marajó. Das análises físico-químicas realizadas nessas amostras enfocamos somente o parâmetro condutividade para avaliação preliminar da inter-relação das águas. Os resultados obtidos mostraram: as águas da Baía e costa Atlântica do Marajó têm uma condutividade abaixo de 100 umho / cm na maior parte do ano, aumentando para mais de 10.000 umho / cm por alguns meses no final da estação seca; depois de 3 meses de chuvas na estação chuvosa ainda se encontra resíduos de água salobre, no médio Paracauari, indicando uma descarga específica muito pequena no rio; a condutividade da água subterrânea mostra uma forte relação com a geologia e topografia; áreas mais elevadas ou com mais areia do que silte e argila têm águas com condutividade baixa; as variações de maré são de cerca de 4 m nas cabeceiras dos rios Paracauari e Marajó Açu, mas somente as margens dos rios e pequenas áreas de campo são inundadas; dos 11 poços localizados próximos as ocorrências de água superficial (rios ou baía) somente 2 apresentam condutividades que sugerem intrusão das águas da Baía nos aquíferos. Os outros 9 apresentam uma condutividade de até 100 vezes menor do que a água superficial localizada a 100 m de distância do poço. Com esses resultados pode-se afirmar que os aquíferos rasos (até 20 m) do lado Este da Ilha de Marajó sofrem pouca ou nenhuma influência da salinidade das águas dos rios ou da baía de Marajó.

 
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